Morey responde - Parte 1

by Patricia Paladino 8. junho 2009 06:30

 Caros membros da expedição O Meu Everest

Carlos Morey, muito gentilmente, já respondeu à nossa entrevista - ou ao nosso "interrogatório", como brinquei anteriormente. Ele sabe que a escalada despertou um grande interesse em todos nós, e que é natural que tenhamos muitas curiosidades e dúvidas quanto ao que aconteceu na montanha mais alta de nosso planeta.

Entretanto, a entrevista ficou realmente muito longa. Por isso vou publicá-la em duas partes. A segunda, publico amanhã. Todas as perguntas deixadas pelos nossos membros como comentários foram enviadas ao Morey, e todas foram respondidas - e tanto perguntas como respostas estão aqui publicadas na íntegra. Eu tive que dar uma editada apenas por temas, para dar uma continuidade lógica à entrevista, e por isso nem todas as perguntas de um mesmo membro estão agrupadas.

Nesta primeira parte, Morey fala sobre a preparação para a escalada, sobre a trilha, o relacionamento com os sherpas e o clima no Campo Base. Temos até uma "fofoquinha" sobre "quem pegou quem", só pra descontrair... Na segunda parte, falaremos mais dos acampamentos superiores e dos problemas que aconteceram no dia do cume. 

Por "desvio" da profissão - e também por ter as minhas dúvidas e curiosidades - eu complementei muitas perguntas de nossos membros. Por isso, identifiquei quem faz a pergunta no início dela.

Vamos, então, à primeira parte da entrevista de Carlos Morey:

João Marcos da Silva Barros: Do início da preparação até o começo da escalada, quantos quilos pesava, quanto passou a pesar (no início da escalada) e quanto está agora? 

Carlos Morey: Eu viajei com 75kg e voltei 67kg. Perdi 8kg na dieta Everest do Spa Himalaia. Não porque comemos mal, mas consumimos mais. E perdi não gordura, mas sim musculatura. Como mencionei antes, nos estudos sendo feitos, o corpo humano prefere essa estratégia.

João Marcos da Silva Barros: Quais os exercícios que fazia na preparação e com que freqüência?

CM: Treinava todos os dias durante os últimos quatro a seis meses. Inclusive domingos. Para evitar uma fadiga eu balanceava os treinos (pernas, abdominais, braços e peito). Os treinos mais interessantes eram:

- Escada de prédio (200 andares)

- Corridas (10km)

- Trilhas com 20kg nas costas

João Marcos da Silva Barros: Que tipo de alimentação mantinham (na preparação e depois, na montanha)?

CM: Eu treinei bastante. Nos últimos dias eu comi muita proteína (carnes e suplementos) e carboidrato (massas). Lá comíamos mais carboidratos. Na janta tinha sempre uma massa. E foram as minhas escolhas para os campos altos.

Gerusa Palhares: Os dois anos de treinamento foram 100% eficazes, ou você acha que alguma coisa deveria ter sido feita ou não feita? Mudaria alguma coisa em seu treinamento para uma próxima vez?

CM: Eu reforçaria o treinamento das escadas (com pesos) e trilhas com grande desnível de altitude. Esse foco ajudaria a encarar com mais facilidade a Lhotse Face e o ataque ao cume. Sobretudo nas descidas.

Gerusa Palhares: Você disse que sua mochila era grande e pesada para o Everest. Que tipo de mochila seria a ideal e por que? Que tipo levam para lá?

CM: Além do peso, a barrigueira da minha mochila cobria a cadeirinha. A mochila de ataque ao cume deve leve e caber o cilindro de oxigênio. As Day Packs são adequadas. Eu acabei usando a Spire 32 da North Face.

Foto de Robb Kendrick / Nat Geo

Patricia Paladino: Como é Namche Bazaar? A impressão que eu tenho é que é uma grande celebração de montanhistas de todas as partes do mundo, um lugar divertido e contrastante: pelo que sei, tem cozinha internacional, Coca-Cola, internet, luz elétrica, TV (ou DVD) – e ao mesmo tempo o ritmo de vida dos sherpas. Como é esse lugar? 

CM: Eu não queria tirar o seu encanto, mas Namche é uma cidade sherpa com todos os recursos que você mencionou, mas não tem muitos montanhistas. Eles passam por ali e vão embora mais para cima. Existem mais trekkers. Isso tudo na temporada... Quando partimos, era o último dia da temporada. Os sherpas estavam começando reformas no centro, fechando lodges, saindo da cidade etc. Mas é um lugar legal. Agitado. Come-se e bebe-se bem, sem gastar muito.

Luciano Pires: Sempre ouvimos que o montanhismo é onde a noção de companheirismo mais está presente. Um por todos e todos por um. Histórias de solidariedade aos montes. Mas em seus posts você deixava transparecer que só conseguiu estabelecer amizade com um ou dois de seus companheiros. Afinal, num desafio como o Everest é realmente um por todos/todos por um ou cada um por si?

CM: Não havia um clima de discórdia e nem de competição entre nós. O Douglas já tinha feito seis das sete montanhas do 7 Summits. Disse a ele que fazia questão que ele chegasse primeiro do que eu no topo. Acatamos todas as decisões dos guias sem questioná-las ou duvidá-las.

Também posso dizer que quando ocorreram os incidentes na montanha todos se mobilizaram. Para carregar a maca do sherpa que estava envenenado pelo metanol tinha umas 20 ou 30 pessoas. Fiquei impressionado.

Mas houve, sim, um conflito entre os líderes. Foi velado enquanto estávamos lá, mas em Kathmandu ficou mais visível. Mas os motivos, entendo, vêm do comportamento de um perante a experiência do outro.

Patricia Paladino: Complementando a pergunta do Luciano, houve, entre os membros da Jagged Globe, algum tipo de disputa interna e velada?

CM: Só entre os líderes. Internamente não. Houve uma coisa curiosa entre o casal Neil/Amanda. Ela chegou ao cume, ele não. Ele ficou chateado com a situação.

                      

Willie Benegas, alpinista com oito cumes do Everest e que este ano guiou pela expedição da Jagged Globe

Patricia Paladino: Após ler High crimes, e antes mesmo, pelo que você falou sobre o Willie Benegas, descobri que os Patagonian Brothers são seres humanos incríveis, além de montanhistas de elite. Esta foi mesmo a sua impressão da postura do Willie como guia – e como montanhista?

CM: O Willie me surpreendeu em dois aspectos: o amor pela montanha e pelo sherpa. Ele era um dos únicos que se preocupava com a limpeza da montanha (cortava as cordas de outras temporadas), carregava e coordenava a limpeza de todos os campos antes de sair. E, com relação aos sherpas, até dava a impressão que ele gostava mais deles do que de nos. Quando o sherpa ficou envenenado, ele não saiu da tenda médica. Inclusive passando as noites.

Patricia Paladino: Houve outra pessoa que tenha lhe impressionado por estas características no Everest?

CM: Além dele, quem eu tive a oportunidade de conhecer, só o irmão gêmeo dele, o Damian, e o David Hamilton, que este ano esteve com a Adventure Consultants. Russel Bryce não. Este estava mais preocupado em atender às suas datas e compromissos. Ed Viesturs e Dave Hahn estavam mais preocupados com a sua expedição.

  

               Ed Viesturs, 8 cumes no Everest                      Dave Hahn, 11 cumes no Everest, um recorde entre os ocidentais

Gerusa Palhares: Você esteve entre grandes nomes do montanhismo mundial: Ed Viesturs, Dave Hahn, entre outros. Você conversou com eles? Algum te chamou a atenção? Ler sobre estes homens é uma coisa, estar na mesma montanha é outra bem diferente...

CM: Não conversei com eles. Encontramos com eles várias vezes, mas eu não sou muito de incomodar as pessoas para tirar uma foto ou fazer o papel de tiete. Mas me senti muito honrado de dividir a montanha com eles, com o Apa Sherpa, com o Mimgma, com o Willie etc. Mas todas as vezes em que nos encontramos ou que eles conversaram com a Adele, eles foram muito educados e cordiais. Não me pareceram que a fama lhes subiu à cabeça.

Patricia Paladino: Complementando a pergunta da Gerusa: na primeira entrevista que fizemos, você disse que não tem essa coisa de “ídolos no montanhismo”. Mas eu tenho... E um dos meus “ídolos” (na falta de uma palavra melhor...) é o Ed Viesturs. Aparentemente, ele me parece ser (além de um dos maiores, senão o maior, escalador de altas montanhas em atividade) uma pessoa muito simples, de fácil acesso, simpático com todos. É isso mesmo ou essa minha imagem vai por água abaixo?

CM: Pareceu-me uma pessoa simples, simpática, mas distante. Lembro-me que em Dingboche ele ficou um tempo sozinho do lado de fora do lodge. E os demais do time dele dentro do lodge. Depois ele voltou para o lodge e começou a tomar algumas cervejas. Que inveja. Como era subida... eu me preservei. Mas também concordo que ele seja o melhor montanhista do momento.

Gerusa Palhares: Como mulher escaladora, você não acha que quando disse: "A única mulher do grupo sempre procura uma certa evidência", sobre Adele Pennington, não acha que é um pouco de machismo da sua parte? Por que ela iria querer isso? Afinal, na montanha somos todos iguais. Ela não diferencia sexo, cor ou religião. Morey, você é machista, heim? Hehé... 

CM: Espero que não seja machista. Não era a idéia do comentário. Assim como também não acho que não somos iguais na montanha. Tecnicamente sim, mas internamente não. Eu acredito que mulheres sofrem mais na montanha. Por exemplo, menstruação (existem técnicas de se evitá-la, mas homens nem isso têm). Enquanto em nós cresce a barba, nas mulheres crescem os pelos. As vaidosas podem sofrer com as pernas peludas.

Agora, com relação ao que eu quis dizer da Adele, independente de ela ser mulher ou não, ela tinha um comportamento meio autoritário. Almocei em Kathmandu com Willie, Damian, Thomaz e a Mara. Alguém tinha comprado um pequeno sino. Aí o Thomaz pegou o sino e começou a imitar a Adele: “Mara, cadê o meu chá?! Está sem açúcar!!! O banho está pronto? Etc etc”

Patricia Paladino: E a sua impressão dos sherpas? Eles sempre são descritos como um povo hospitaleiro, simpático. E os carregadores, como até humildes demais, mas sempre solícitos com os ocidentais. É isso mesmo?

CM: É isso mesmo. São maravilhosos. São até humildes demais, e você se sente mal. Como escrevi antes, um deles trouxe a minha duffel bag e a do Ian. Talvez uns 40kg. Menino ainda (uns 15 anos). Baixo (batia no meio peito) e com chinelo nos pés. Me cortou o coração. O meu sonho é ter um Personal Sherpa.

Patricia Paladino: E a relação dos ocidentais com eles? É uma relação empregado-patrão ou mais próxima (digo com os carregadores, cozinheiros, não sherpas alpinistas).

CM: Até não temos muito relação com eles. Tivemos mais com os sherpas que foram os nossos acompanhantes no dia cume. Com o Phurba, por exemplo. Foi o que mais ficamos amigos. Sempre nos cumprimentava e perguntava se estávamos bem. Mas era um dos poucos que falava um bom inglês. Os carregadores e cozinheiros falam muito pouco. O sherpa que foi comigo, Nima Galyen, falava bem mal. Isso, creio, atrapalha muito essa relação, que poderia ser melhor.

Patricia Paladino: Já li muito sobre sherpas carregadores de alta montanha que, de uns tempos pra cá (talvez pelo contato conosco, ocidentais...) têm atitudes muito pouco louváveis lá em cima. Extorquir mais dinheiro do que o combinado pra fazer o trabalho, roubar equipamentos e comida, abandonar clientes... Você viu alguma coisa disso? 

CM: A única coisa que eu soube sobre isso ocorreu com o Chris em 2005. Ele foi abandonado entre o Balcony e o Cume Sul. Este ano ele estava preocupado. No nosso esquema isso seria impossível, pois eles eram contratados da Summit Trekking. Se fizessem isso eles perderiam o emprego. Sem contar que eles são usados para outras expedições da Jagged Globe até fora do Nepal. Mas não desconfiaria que isso realmente existe... Mas é triste.

                                                                                                                                     Foto Discovery Channel Expedition

Um dos Ice Doctors, sherpas alpinistas contratados para abrir a rota na Cascata de Gelo, instalar as escadas e as cordas de segurança e fazer a manutenção da Icefall durante toda a temporada. Este ano, devido às três avalanches, eles tiveram muito trabalho reabrindo o caminho de mão dupla para a parte alta da montanha...

Patricia Paladino: Os sherpas alpinistas têm o respeito das expedições? Não apenas o sirdar, mas todos?

CM: De todos. O Mimgma tem 14 cumes do Everest... Sem contar outros. O Nima, tem sete... Até de outros sherpas eles devem ter respeito.

         

                       

Patricia Paladino: Este ano, como no ano passado, a Asian Trekking promoveu a expedição Eco Everest.  Outras expedições de limpeza também têm sido organizadas há algum tempo. Pelo que tenho lido, nem sempre estas faxinas têm o propósito a que se destinam... Por outra, já li que uma dessas “expedições” recolheu basicamente seu próprio lixo e mais um tantinho, mas angariou simpatia e alguns milhares de dólares pela iniciativa. O que você percebeu este ano? A coisa foi séria mesmo ou mais balela? 

CM: Esse ano teve algumas iniciativa do nosso time (Summit Trekking, sub-contratada da Jagged Globe no Nepal) de trazer algumas dessas garrafas de O2 órfãs. Nós coletamos dinheiro para dar aos sherpas que trouxessem essas garrafas. Nós mesmos, sinceramente, não temos condições físicas para tal.

Mas sempre é uma iniciativa pontual. Pessoas que têm esse objetivo, como o Willie. Ele incentivou bastante essa iniciativa nossa. E posso dizer que o Everest não é uma montanha suja. Graças a Deus.

Patricia Paladino: O Campo Base também deve ser um depósito de lixo a céu aberto. E eu costumo chamar o Colo Sul do “lixão mais alto do mundo” – inclusive, há umas duas temporadas, eu acho, havia o cadáver de um sherpa entre o lixo das expedições. O corpo dele ainda está lá?

CM: Diria que não. Vou passar uma foto que tenho do Colo Sul e você irá ver algum lixo, mas nada assim tão feio como esse relato. Se pudesse apostar, diria que o corpo não estava lá, pois não ocupamos um espaço grande do Colo Sul.

Patricia Paladino: Qual a sua impressão sobre o impacto deste lixo (e do lixo “orgânico” de homens e iaques sendo depejados nas geleiras...) no meio ambiente na montanha e em seu entorno? O Luciano descreveu a trilha até o Campo Base como um “mar de cocô de iaque” e com muita sujeita. É isso mesmo?

CM: Existe o coco do iaque sim. Mas vai se pisando e ele vai se misturando com a terra. Se um sherpa vê, ele cata. Eles usam como adubo. Não é nada diferente dos cocôs das mulas do Aconcágua ou de uma fazenda. Não me senti tão incomodado com isso. Como mencionei anteriormente, não achei o Everest sujo.

O que achei ruim foram os banheiros do Campo 1 e 2. Poderiam ser melhores. E, creio, depois da temporada eles enterram. Essa poluição poderia ser evitada.

 

 

  

Patricia Paladino: Como é o clima do Campo Base? É aquela zona que todo mundo fala? Tem festa a toda hora?

CM: Não tem quase festa. Pelo menos eu não vi nenhuma. Só as croatas que faziam alguma zona, mas a maioria do pessoal se preservava. Eu dormia num silêncio sepulcral. Por isso não creio que houvesse muitas festas. A única exceção as barracas das expedições era a Bakery e a barraca médica.

Patricia Paladino: Há relacionamento entre os membros das expedições ou só dos líderes?

CM: Líder com lideres. Raramente entre clientes com clientes. E alguns clientes com líderes que foram ex-líderes. Por exemplo, o líder da Adventure Consultants é super meu amigo. Foi o meu guia na Antártica. De novo, a exceção foram as croatas, pois todos os homens ficaram babando atrás delas. O Willie pegou a médica deles, o Chris pegou uma e o Thomaz outra.

As irmãs croatas Darija e Iris Bostjanèiã, sucesso absoluto no Campo Base. Mas parece que o namoro não atrapalhou a escalada das meninas: as duas chegaram ao cume em 19 de maio...

Patricia Paladino: Os alpinistas “figurões” (famosos e requisitados) se relacionam com todo mundo ou se mantêm na redoma?

CM: Relacionavam-se na boa. Às vezes apareciam umas pessoas no nosso acampamento. Creio que de outros Everests, e o Willie, por exemplo, os tratava como se fosse conosco. Sem altares...

Patricia Paladino: É verdade que rola uma certa doideira? Bebida, droga, muuuito namoro?

CM: Droga, só Diamox. Bebida, vi umas cervejas rolando, mas mais quando voltamos. Até entrei na roda. Antes, jamais. O namoro foi por causa das croatas. Fora elas, seria homossexual, pois 95% é do sexo masculino.

Patricia Paladino: Você se mostrou sempre muito pragmático em relação à “mística” do Everest. Mas estando lá, tocando a montanha, você sentiu que tipo de emoção?

CM: Sim, uma energia. Das montanhas como um todo. Se você reparar, você fica sempre longe do Everest. Só os campos 2 e 4 permitem você tocar nele. Ele é muito magnânimo. Lindo.

Patricia Paladino: Como eram as horas livres entre as escaladas de aclimatação? Eu mesmo escrevi na matéria de O Globo que escalar o Everest é um exercício de paciência. Enche o saco, de vez em quando?

CM: Enche o saco. Sobretudo porque as minhas companhias não ajudavam. Eles não eram bons parceiros para passar o tempo. O que eu fazia era ir para a barraca e planejar o que eu faria quando voltasse para casa. Estou tocando agora uma reforma em casa.

É isso, pessoal. Amanhã, a segunda parte, com Morey respondendo às nossas dúvidas quanto ao "tapinha do sherpa", o uso de lentes na escalada e muito mais.

Namastê!

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Um 'dispatch' inicial de LUCIANO PIRES

Quando lancei o site O MEU EVEREST tive a intenção de registrar a viagem que transformou minha vida. Durante sete anos o site cumpriu sua função mas sempre me incomodou por ser algo estático. Imutável. Sem movimento, sem atualizações. Em 2008 coloquei no ar um MURAL para comentários dos visitantes mas queria mais. Queria que notícias do Everest estivessem presentes. Queria que o conhecimento sobre o Everest - e não apenas minha experiência – fosse compartilhado com quem tivesse sido picado pelo bichinho do montanhismo. E então comecei uma busca por alguém que pudesse ajudar nessa missão.  

E em janeiro de 2009 fuçando na internet encontrei a Patricia. Convidei-a a assumir o posto de editora do BLOG O MEU EVEREST e o resultado está aqui. Seja bem vindo ao nosso Everest. Luciano Pires

Sobre a autora do blog: PATRICIA PALADINO

Patricia Paladino é jornalista, com experiência de 12 anos no Jornal do Brasil e seis anos com comunicação corporativa.

Em 1997, "desbravou" o Everest pela primeira vez. E a partir daí virou, por paixão, uma estudiosa do assunto. Nunca escalou o Everest, mas se um dia o fizesse, reconheceria todas as gretas, os séracs, os marcos do caminho. Afinal, já esteve lá muitas e muitas vezes... cada vez que lê, vê ou escreve sobre o assunto.

Everest, Luciano Pires, Acampamento Base, Kathmandu, Nepal, Tibet, China

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