A vila de Dingboche, linda e encravada na imensidão da Cordilheira do Himalaia...
Carlos Morey chegou a Dingboche, mais da metade do caminho até o Acampamento Base do Everest. E nos manda notícias:
“Patricia,
Chegamos há pouco a Dingboche (4.250m). Pela manhã estivemos num mosteiro e participamos de mais uma benção de um lama (Puja). Aqui ficaremos mais quatro noites para aclimatação antes do Campo Base. Iremos amanhã a um pico a 5.500m e depois de amanhã ao Island Peak.
O nosso time está assim dividido:
Trekkers:
- Luke
- Phil (pai do Luke)
- Emma
- Helen
- Richard
- Roger
- Anthony
Alpinistas:
Time 1 (Tomaz Jakofcic, líder)
- Chris (americano, fez 5 dos 7 Summits, e jé tentou o Everest em 2005 sem sucesso)
- Kevin (fanático pelo Liverpool, não gostou que eu seja sãopaulino)
- Morey
- Ian (Shinsha Pangma, Cho Oyu e Ama Dablan)
- Neil
- Doug (fez 6 dos 7 Summits)
- David (mergulhador de plataformas no Mediterrâneo)
Time 2 (Adele Pennington, líder)
- David (contabilista aposentado)
- Amanda
- Neil (marido da Amanda)
- Peter
- Bill (Ama Dablan)
- Nick
Segue uma cronologia da nossa estada aqui:
31/03: Viajamos de Kathmandu e dormimos em Phakding. Nest dia, as duas botas abriram o bico.
01/04: Saímos de Phakding e fomos para Namche Bazaar (3.440m). Deixei as botas para arrumar.
02/04: Aclimatação a 4.000m em Khumjung e peguei a bota arrumada. Não confiei. Comprei uma (falsa... tudo aqui lembra a 25 de Março).
03/04: Movemos para Deboche (3.750m). Passamos pelo templo de Tengboche. Na mesma pousada encontramos com o principal alpinista americano, Ed Viesturs.
04/04: Movemos para Pangboche (3.985m). E fizemos aclimatação no Campo Base do Ama Dablan (4.500m).
Eu estou me sentindo superbem (apetite, digestão, força etc)... Está sendo uma boa experiência o serviço que foi contratado.
Eu estive aqui há 12 anos. Posso ver muitas diferenças: rede elétrica, internet, caminho bem cuidado e sinalizado, pousadas bem ajeitadas e banheiros com vasos sanitários (o Luciano Pires iria gostar disso).
E Namche é um povoado muito interessante. Bonito, localizado numa encosta e ainda é um centro de atração para trocas entre os povos da região e do Tibet. Pela primeira vez vi muitos soldados. Sei que é região de fronteira, mas não me lembrava disso antes.
O povo dessa região, os sherpas, são maravilhosos. Fazem de tudo para nos agradar. E se não fosse eles, na minha opinião, muitas das conquistas que já foram feitas aqui na região não teriam acontecido. É difícil imaginar subir o Everest sem eles. O ideal seria ter um Personal Sherpa para sempre...
Grande abraço,
Morey.”
Falta pouco para Morey chegar ao Base! Dá para notar que a equipe em que Morey está, o Time 1, tem alpinistas experientes, e dois que também estão no projeto dos Sete Cumes (Chris com cinco cumes e Doug, como Carlos Morey, com seis). Eles estão fazendo várias caminhadas e escaladas de aclimatação, o que já dá um gostinho na turma! Seguem fotos enviadas por Morey de Dingboche, e uma do time fazendo uma aula de ioga:
O Everest (no centro da foto, pico mais alto) visto de Pangboche
Morey na cerimônia do Puja
Foto de Mara Larson, by JaggedGlobe
E em uma aula de ioga, o que é excelente para manter a mente sã...
Bem, é isso! Continuemos no caminho, acompanhando nosso alpinista!
Namastê!