Foto de Mara Larson, da Jagged Globe
O time da expedição Jagged Globe em Namche Bazaar, incluindo os trekkers, que irão apenas até o Campo Base
Bolei este selinho – a nossa bandeira – para marcar quais os posts que são ligados ao avanço da expedição de Carlos Morey. Assim a identificação é imediata – já que falaremos aqui de outros assuntos também. Então, o post que tiver a bandeira brasileira fala apenas da expedição, ok?
E segue mais um relato de nosso alpinista Carlos Morey, direto do Himalaia! Ele está agora em Namche Bazaar, a “capital” do povo sherpa, fala de mais um probleminha técnico e apresenta para nós seus companheiros de escalada:
“Patricia,
Chegamos ontem aos 3.440m da principal cidade do povo sherpa, Namche Bazaar. Anteontem voamos de Kathmandu para Lukla, num do mais emocionates vôos que existem na Terra. Pousar numa pista de não mais do que 200 metros é emocionante. Mas, comparadado com 12 anos atrás, está ótimo. Agora a pista está asfaltada. Antes era de terra...
De Lukla fizemos um pouco mais de 2 horas de caminhada e nos hospedamos no povoado de Phakading. A notícia triste foi que, no primeiro dia de caminhada, as solas da minha bota de treking abriram o bico. E eu não tenho outras. Tive que usar Silver Tape para conseguir chegar em Namche Bazaar.
Ontem saímos de Phakading e em 4 horas chegamos a Namche. A primeira coisa que fiz ao chegar foi procurar um sapateiro. Hoje, eu peguei as botas e já fiz um teste. Ficaram boas. Nesse teste eu tive a oportunidade de ir a um hotel a quase 4 mil metros, o Everest View. De lá pude avistar o nosso objetivo: o Everest.
O nosso grupo é muito forte. Da equipe de escalada, somos 13. Destes, além de mim, tem o Ian Spalding, que trabalha na área de TI numa companhia de gás em Reading; Chris, numa assessoria de investimento em Nova Iorque; Nick, na análise de risco num banco de investimento em York; Bill, que trabalha no desenvolvimento de sites Web; Peter, engenheiro civil; Doug, engenheiro mecânico; Neil, que trabalha no desenvolvimento de equipamentos para aviões; David Craven como contabilista; Dave, com a manutenção submarina de plataformas no mar Mediterrâneo; Kevin, que agora está desempregado, mas trabalhava em um banco de investimento também; e o casal de professores, Amanda e Neil.
Amanhã sairemos de Namche e vamos para Tyangboche, onde está localizado o mais alto templo budista do mundo. Já estaremos beirando os 4 mil metros de altitude.
Abraços,
Morey”
Estamos progredindo na caminhada... Viram o que ele falou do pouso? O problema da pista é que, além de ter apenas pouco mais de 200 metros de comprimento, ela tem uma leve inclinação para cima! E termina em um paredão de pedra! Quem disse que chegar lá é fácil? Dá só uma olhada:
Esta é a pista a qual o Morey se refere. Esta foto é antiga, ainda não havia o terminal de embarque e a pista asfaltada. Mas continua casca-grossa: perceba o abismo de um lado e o paredão do outro!
Morey também falou do Everest View. Este é um ponto obrigatório para quem está no Caminho do Everest. Olhem o que é este hotel e a visão que se tem do terraço:
Este é o Everest View...
... e este, o visual do terraço. Lindo, não? A foto à direita faz parte do meu arquivo pessoal baixado da Internet, portanto o simpático casal não integra a exposição da Jagged Globe
Vamos em frente!
Namastê.