Foto: Wade Gupta
Olá, alpinistas virtuais!
As expedições seguem mais ou menos o mesmo cronograma de expedição na temporada da primavera no Everest. Quando tivermos a confirmação das datas da expedição da Jagged Globe, da qual fará parte o brasileiro Carlos Morey, divulgamos. Enquanto isso, posto um calendário-base, que não será muito diferente do que acontecerá:
27 de março:
os alpinistas deixam seus países de origem em direção ao Nepal.
29 de março:
depois de uma exaustiva viagem (que pode levar dois dias de avião de países ocidentais), chegada a Kathmandu, capital do Nepal.
30 e 31 de março:
descanso em Kathmandu e últimos preparativos da expedição.
1° de abril:
partida para Lukla, a bordo de um bimotor Twin Otter, rumo a Lukla. Muitos montanhistas têm mais medo deste vôo do que da própria escalada! É incrível porque, voando entre os gigantes himalaios, muitas vezes ainda há terra (o topo das montanhas) acima do avião! O pouso também não é fácil: o aeroporto de Lukla apenas há alguns anos ganhou uma pista asfaltada. Antes, era de terra, mesmo. Mas a dificuldade maior fica por conta da inclinação da pista (!) e de seu final: um imenso paredão de pedra! Aqui, os alpinistas já estão a 2.800 m de altitude. E começa o lento processo de aclimatação.
entre 2 e 10 e abril:
trekking até o Campo Base. São cerca de 100 quilômetros entre Lukla e o Base, atravessando pontes móveis a centenas de metros de altura, por lindas trilhas que à medida que vai chegando ao Base são rodeadas pelas maravilhosas montanhas himalaias, andando ao lado dos iaques (bois tibetanos que levam parte da carga), dos carregadores sherpas e dos companheiros de expedição.
As vilas sherpas vão se sucedendo, nos limites do Parque Nacional de Sagarmatha: Phakding, Namche Bazaar (a maior de todas as vilas e o centro comercial sherpa, onde as expedições passam uma ou duas noites e há gente de todas as partes do mundo, celebrando e confraternizando...), Khumjung, Tengboche (onde há um lindo monastério budista que foi destruído duas vezes, uma por um terremoto e outro por um incêndio, e reconstruído, e onde as expedições são abençoadas antes de prosseguirem o caminho), Pangboche, Periche, Dingboche, Lobuche e Gorak Shep (última vila do caminho e onde há chortens em homenagem aos alpinistas que pereceram na montanha). Entre Gorak Shep e o Campo Base, as expedições costumam subir o Kala Pattar, uma montanha descampada de 5.643 m. Dali, o Campo Base do Everest é avistado em toda sua majestade...
de 11 a 13 de abril:
descanso e “reconhecimento” do Campo Base pelas expedições.
de 14 de abril a 29 de maio:
aqui é difícil prever, pois ainda não sabemos quando será a janela de tempo propícia para a subida. Após a chegada das expedições ao Campo Base começam os estudos meteorológicos para definir a data de ataque ao cume. As estatísticas mostram que 80% de todos os cumes aconteceram entre 11 e 25 de maio. Mas há um limite: o fim de maio. Após esta data começa a época das monções, o que torna impossível a escalada.
Já há quem aposte, na Internet, em uma data perfeita para se tentar o cume do Everest este ano: 14 de maio. Vamos ver...
30 de maio:
desmonte do Campo Base
31 de maio:
trekking até Lukla.
1° de junho:
vôo de Lukla a Kathmandu.
de 2 a 4 de junho:
descanso e recuperação em Kathmandu
5 de junho:
volta dos alpinistas para casa.
Portanto, enquanto durar as expedições (reais), estaremos a postos com as novidades e o progresso e Morey.
Nós também estamos embarcando hoje!!